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quarta-feira, 11 de abril de 2012

CENTO E OITENTA E DUAS HORAS




E lá continuamos nós a sonhar com o Romeu e Julieta, como se um conto se transforma-se com um simples clique de desejo, na nossa vida. É isto que nos machuca. Correr atrás, atrás de alguém, e quando batemos com a cabeça no vidro, é que nos apercebemos que para nós não é essencial correr e cair, mas esperar até alcançar. Cento e oitenta e duas horas foi o longo tempo, ou melhor, as longas horas que lutei por ti, e acima de tudo por nós. Acredito que todo este relógio avançou devido a duas coisas, a ti e a mim. Até à noite, quando as estrelas brilhavam no céu, e quando as cadentes perfuravam o manto azul escuro, eu lutava por ti. Os meus sonhos, aqueles balões cor de rosa, tinham-te no todo, eras tu que todas as noites estavas lá, e te sentavas a meu lado para conversar, e sem esperar, me beijavas e te despedias. Mas o relógio deixou de funcionar, a pilha começou a ter falhas em várias horas, e os balões acabaram por rebentar. E o essencial, acabava por faltar, a confiança tinha deixado de funcionar num simples piscar de olhos. E agora, em simples fotografias, o flashes de tempo, vejo-te! Com os teus lindos olhos brilhantes, e com o teu doce coração. E é nestes momentos, que me pergunto o porque do meu coração bater tão forte, como se tivesse vontade de explodir. Nestes momentos que pensei que te tivesse soprado para bem longe, mas afinal, a fraqueza existiu no sopro, e estás bem mais vivo em mim do que eu própria poderia imaginar. E quando volto a olhar para as estrelas, na esperança de te encontrar lá, bem brilhante, o coração diz-me “aquela estrela é a minha vida”, e eu volto a perguntar-me, mas afinal, quando foi o dia em que pensei ter soprado no homem que esteve comigo cento e oitenta e duas horas?

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