Visitantes *

sábado, 30 de abril de 2011

CAMP


Sim, é verdade: encostei-me a ti e abracei-te sem sequer pensar no que estava a fazer, até porque não havia nenhum motivo para não o fazer. Estávamos nós numa tenda, naquele tão esperado acampamento. Não eras definitivamente, o melhor parceiro de tenda, mas mesmo assim, a tua delicadeza ao deixares tanto espaço livre para mim comoveu-me. Não estavas normal, nem era sequer coisa digna da tua pessoa.
A noite caiu, e passadas tantas horas a falar contigo dentro do nosso “quarto” decidi, passar a noite a olhar para as estrelas e intimidar-me com a sua luz. Mas enquanto isso não parava de pensar, no quanto eras diferente de mim.
Eras um ser desconhecido no meio daquele tão enorme acampamento, mas mesmo assim, eras o que conhecia melhor, por isso mesmo decidi abandonar-te.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cigarette



Separados por simples grades, sentimos o arrefecimento. Os dedos tocam-se e tremem, com o calor gélido. Não é normal, é apenas rotineiro. Pegas um cigarro e matas o teu vício por breves segundos. O fumo paira no ar, e nada do teu ínfimo perfume. Esse cheiro viciante, definitivamente forte continuava formando nuvem em nosso redor.

Largaste o cigarro já "gasto" e pisaste-o de forma "bruta" com o pé, deixando marca.
Esmagaste-o literalmente. Era a fúria que te afligia.
Nem um beijo, nem um abraço, a grade separou de vez as nossas vidas. 
O teu coração batia fortemente, e essa tua respiração ofegante fazia libertar um pequeno sopro enquanto inspiravas e expiravas. Peguei no teu isqueiro e queimei o que ainda me restava de ti, fiz-lo precisamente à tua frente, sem armas nem falsidade, sem medo, apenas com aquele ar de quem te consegue enfrentar, mas foi magnifico fazer-te sentir o sabor da verdadeira vingança e da pura desistência. Fartei de ti. Nem eu fui feita para ti nem tu foste feito para mim, és um autêntico falhado. 

segunda-feira, 25 de abril de 2011




Dança ao som da melodia do batimento do meu coração, se é assim que queres, gasta de vez os minutos que tens ainda para a saborear. Mostra essa nudez que transportas, apesar de já a termos descobrido.
É bom sentir bem lá no fundo que sempre me enganaste, não é? É bom sentir bem lá no fundo que nunca tiveste coração, não é? É sempre bom! Mas o que ainda é melhor, é sentir que nós, verdadeiras guerreiras, nos vamos rir de todas estas fraudes. Diz adeus ao teu corpo de engano.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

HURTS



Dói! Dói ouvir as tuas palavras, dói sentir a tua respiração, dói a cabeça aflita de tanta falsidade. Dói a consciência. Dói dizer um sim, e custa-me dizer um não. Dói falar de ti, dói ouvir falar de ti. Parei, desisti, e neste momento queixo-me apenas da dor que sinto. Parei, sentei para te olhar do outro lado da minha habitação. Fixei-te, mas desta vez, fixei o teu ar hipócrita e o teu ser pessoa 'fingida'. O que me transmites não passa de uma simples escuridão, de um sentimento do mais obscuro. De uma forma mais simples, transmite-me aquilo a que chamo 'nada'.

domingo, 10 de abril de 2011

Critica e sê feliz!

"Done looking for the critics, cuz they're everywhere"



Criticas? Para quê? Vives afogado por elas, há algo em ti que faz com que isso aconteça.
Criticas os outros por serem criticados, mas afinal o mais criticado nisto tudo és tu. Cansei. Sabes o que isso significa? Fartei de te defender por tudo, afinal quem quis isto assim foste tu, não faço nada que não seja o teu desejo. Foram mil e uma as coisas que fiz por ti, mas afinal foram para quê? Para isto? Passam-me mil e um momentos pela cabeça, rebobina o filme, mas acaba sempre por ter um péssimo final. Mas sabes, para mim vai bastar agora amar-te em segredo, porque sei que assim não precisarei de criticas para ser melhor ou pior, porque desta vez, vou esperar pela minha consciência para me dar as respostas que necessito, acredito nela.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E é assim (...)

 "(...) gelado e cansado (...) são emoções que dão vida (...)"



E é assim, que esse teu ar obliquo me deixa, gelada e cansada. É assim que essa tua frescura de Inverso me deixa, gelada e cansada. É assim que esse teu ar de guerreiro me deixa, gelada e cansada. 
É assim, que esse teu sopro abafado me deixa, quente.
Não, não foi assim que me abriste a porta, não foi assim que me deixaste entrar. Eras mais "reles" de coração, mais "gasto" de palavras, mais "normal".
Foi sim, essa tua normalidade de adolescente (que aparentou ser igual aos da tua idade), que me abriu a porta, esse teu querer de me "querer" para amachucar e deitar fora, hábito esse que todos tinham. Mas como tudo, algo me surpreendeu, essa tua normalidade passou a "nada", mudou de um clic para outro. Digo eu, abençoado seja esse clic repentino, fez com que te tornasses o doce mais invulgar daquela doçaria. 
Acredita que há coisas que mudam, mas a melhor mudança é quando alguém te mostra o seu verdadeiro lado
Passaste de normal a invulgar. Passaste de um simples tu para um grande EU. A vulgaridade fascina, e à que deixar ser-se fascinado por ela.
Não, não foi assim que tudo acabou, foi assim que tudo se revelou.

sábado, 2 de abril de 2011

Voltas e voltas!


E uma asa, voa a cada beijo teu (...) e eu não sei quem te perdeu .


Vives em mim, tal como eu vivo em ti. Chamo-me mundo, tenho vários lados e farto-me de andar à roda, sem encontrar uma rota certa. Tu, tal como pessoa que vive em mim, fazes-me cair e desmoronar. Um dia parei, o vento que me fazia rodar deixou de soprar e deixei ir a baixo todos os clones que me seguiam. Foste o clone mestre, como não poderia deixar de ser. Eu, chorei, inundei tudo a meu redor, e deixei que te afogasses. 

Sim, o mundo dá voltas e voltas, mas por vezes pára. Não somos nós, os clones, que somos definitivamente culpados, mas deixemos o caso para os mestres, porque nós como aprendizes temos de aceitar e parar com ele.

É puro !


O mais puro sentimento uniu-nos por momentos. Falo de um choque forte e sentimentalista. O ar quente separava os nossos corpos por breves segundos, nem meras palavras poderão vir a descrever o sentido de tudo aquilo. Por breves instantes os corpos moveram-se e chocaram, falo de um choque esplêndido e indescritível. Nada durou eternamente, uma vez que o toque envergonhado destes dois corpos celestes, durou e manteve-se por meros instantes.

Á medida que o tempo avançava a vontade de permanecer ali, era sem dúvida indescritível e inalcançável. Mas como todas as coisas, esta teve um fim, apesar de ter um simples fim de momento, mas não falarei de um fim memorial.
Um simples acenar de mãos e um simples movimentar dos lábios, fez com que o momento assim acabasse, foi a despedida, e até uma próxima!